09 Motivos para está na presença de Deus


1º Descanso. Êxodo: 33.14-15
2º Segurança. Salmos 23.4
3º Conquista. Josué 6.27
4º Alegria. Salmos 16.11
5º Perdão. Atos 3.19
6º Refrigério. Atos 3.19
7º Paz. João 20.26
8º Bondade. Salmos 116.7
9º Liberdade, Atos 16.24

A paz do Senhor.

31º Aniversário Rivoneide Carneiro dos Santos


Lida na noite de domingo, 22 de Março de 2015, na congregação Rosa de Sarom, Caaporã-PB.durante o culto de ações de graças do conjunto de jovens Som de Paz (pelos seus 31 anos de louvor e adoração a Deus).
Na ocasião, era a sua despedida da congregação e ao mesmo a entrega de sua responsabilidade de dirigente em tal órgão, contudo, nesse mesmo mês ela também completou mais uma data natalícia, (os 31 de aniversário do conjunto a fez lembrar muito bem a sua idade, 31 anos de vida), sem dúvida, aquela noite significou para ela, uma noite especial que ficará marcada por toda a sua vida, mesmo com o seu coração partido pela dor da despedida, no fundo no fundo, Deus a fez entender que para o cristão, a vida terrena precisa ser marcada pelo SERVIR, independente do lugar, do tempo e das circunstâncias, nosso  Senhor sempre permitirá confiar nEle, afinal, não podemos esquecer que a vontade do servo é fazer a vontade do seu Senhor, posto que o servo sempre estará sob o cuidado, a providência, a direção e os propósitos do seu Senhor.


No dia 11 de março de 1984, às 07:30 da manhã, nasce no hospital e maternidade Belarmino em Goiana–PE, uma linda criança do sexo feminino, com o nome Rivaneide Carneiro de Souza, filha do casal José Carneiro da Silva e Rejane Florentino de Souza Carneiro.

Quando criança, seus pais sempre se preocupavam com a sua educação, bem como a aprendizagem das atividades no lar, pois como trabalhavam empregados para cuidar da família, nem sempre tinham tempo o suficiente para tais atividades.

Sob os cuidados de seus pais e na companhia de suas irmãs (Rilene e Ridelma) e seu irmão mais novo (Renato), cresceu aprendendo a dignidade e o modelo de vida de uma família simples, em face da unidade na família, costumavam dividir as atividades do lar de modo que cada uma fazia uma parte, logo após, também encontravam tempo para brincar e se divertir, afinal, era a fase de criança, em suas idas e voltas do percurso para a escola, assim como ir ao comércio, dificilmente costumava andar sozinha, afinal, a unidade que mantinham no lar, também transpareciam quando estavam fora deste, mas o tempo foi passando e talvez sem perceber, aquele convívio familiar tão cheio de harmonia, precisaria dá lugar às etapas seguintes de sua vida; Na fase de sua adolescência, período que apesar de muito jovem, conheceu um rapaz por quem acreditou ser o seu futuro esposo, Ivan Carlos dos Santos de Brito, o encontro aconteceu com o amor à primeira vista, era um domingo à tarde, eles estavam assistindo um jogo de futebol nas proximidades do campo do Caaporã, quando de repente se encontraram e começaram a se olhar, a ponto até mesmo de se esquecerem do jogo, na época ainda não eram evangélicos e seu pai tinha compromisso com esse esporte.

Dias depois daquela tarde de domingo, ele a viu novamente e não se conteve em se apresentar para ela em praça pública, começaram então, a primeira fase do relacionamento, a princípio “escondido”, pois temiam a proibição dos seus pais, mas, por se sentirem seguros em seus sentimentos mútuos, entendiam que a única forma de honrá-los, seria por meio do consentimento dos seus pais, daí então, namoraram, noivaram e casaram, em abril de 1999, tinham sonhos de terem filhos e construírem uma família, mas nos primeiros meses de vida conjugal enfrentaram dificuldades para isso, contudo, no dia 03 de Agosto de 2000, às 06:45 da manhã, nasce no hospital e maternidade Ana Virgínia em Caaporã-PB, o primeiro fruto tão sonhado, uma linda criança do sexo masculino com o nome Ivan Carlos dos Santos de Brito Júnior, trazendo consigo, a forte lembrança de um milagre de Deus, pois quando já estava com 08 meses de gravidez, o casal sofreu um acidente de motocicleta no sitio de barreiras grandes, lugar aonde costumava ir com sua mãe e suas irmãs para ajudar seus avós no árduo trabalho da agricultura, durante o regresso para sua casa, seu esposo a conduzia em alta velocidade, ela pedia para ele diminuir, mas ele não a ouvia, até que veio a perder o controle da condução e caírem, mas naquele dia, Deus os protegeu (razão que contribuiu favoravelmente para a posterior conversão do seu esposo, posto que se sentia arrependido pelo que fez, a ponto de clamar a Deus e lhe fazer um voto “Se nenhum mal acontecesse com a criança, ele o aceitaria como salvador”, Deus atendeu o pedido do seu coração, pois este também era o pedido do coração de sua esposa, enquanto estava sendo socorrida para o hospital, após sua chegada, logo foram feitos os exames, mas tudo estava bem).

Após a conversão do seu esposo, ela também entregou sua vida para Jesus em maio de 2000, desde então foram convidados a participar da escola bíblica dos discipulados, período em que aprenderam juntos, dá os primeiros passos servindo ao Senhor, em 23/06/2001 concluíram o estudo sob os ensinamentos dos professores: Flávio Inácio, Israel Correia e Irmã Carmem.

Sob a administração do saudoso Pr. Severino Joaquim Crispim, o casal conseguiu legalizar sua união conjugal, bem como o batismo nas águas, em 30/09/2001 tornando-se membros da Igreja Evangélica Assembléia de Deus Missão em Caaporã-PB.

Na vida conjugal o casal sonhava com o segundo filho, mas só após 06 anos de espera, seus sonhos foram realizados, em 11 de Outubro de 2006, às 20:10 da noite, no Memorial hospital de Goiana-PE, nasce uma linda criança do sexo feminino, por nome Raiane Souza dos Santos de Brito, Deus os abençoou, dando-lhes pela segunda vez, o privilégio de participarem e alcançarem a realização do que na verdade não era apenas os seus sonhos, mas a continuidade fiel das mais sublimes bênçãos existentes e reservadas para um homem e uma mulher (a instituição da união conjugal e familiar, a frutificação da vida e a preservação desta).
       
Refletindo na sua existência e na sua história, lhe parabenizamos pelos seus 31 anos de vida, 16 anos de união conjugal, 14 anos que é mãe e 14 anos servindo ao Senhor, também agradecemos sua importante participação na realização do 31º aniversário do conjunto Som de Paz, bem como toda sua dedicação e seu compromisso diante da responsabilidade que o Senhor ti confiou.  

Reflita na frase a seguir, é de autoria de uma pessoa que ti ama e que ti parabeniza por esse momento tão especial.       

“Antes que você viesse à VIDA, Deus já tinha planejado ti dá VIDA, por isso nenhuma circunstância contra a tua VIDA, foi capaz de impedir você ter VIDA, bem como gerar VIDAS, porque afinal, o Deus que está em tua VIDA É a fonte de toda VIDA que ti dá mais um ano de VIDA”. Autor. Ivan Brito.

Deixamos para a sua meditação Salmos 116.12 e diante de todos os benefícios que o Senhor ti fez, concluímos esta homenagem afirmando: Irmã Neide, Deus está com você, Deus conta com você, Deus se importa com você, porque na verdade, Ele ama você!

Parabéns!       

Os propósitos de Deus em harmonia com os Seus atributos

Texto bíblico: Ap. 3.7


Introdução
Quando lemos Isaías 55.10,11 e Romanos 15.4, entendemos que Deus tem propósitos na fala e na escrita; Até quando Ele fala à natureza [o vento, o terremoto, o mar, o peixe, a árvore, o animal e os pássaros], não fala inutilmente, Ele manda em tudo e em todos, quando emite uma ordem até os demônios lhe obedecem! 
Ele impôs limite nas ondas do mar, Jó 38.11, Ele acalmou o vento, Mateus 14.32, Ele promoveu um tão grande terremoto que estremeceu o alicerce do cárcere e garantiu liberdade para Paulo, Silas e os outros presos, Atos 16.26, Ele fez a figueira torna-se estéril, Mateus 21.19, Ele deu ordem aos corvos para sustentarem o profeta Elias, I Reis 17.6, Ele usou a jumenta para falar com o profeta Balaão acerca de sua rebeldia insistente, Números 22.28, Ele usou a baleia para engolir, porém não matar o profeta Jonas, Jonas 1.17, por último, Ele deu ordem de silêncio e retirada para uma legião de demônios que residia no corpo de um homem. Lucas 4.34-36.
Foram em contextos como esses, que Deus falou Sua palavra [explícita ou implícita] e coisas extraordinárias aconteceram; Salmos 46.6: “Quando Ele levanta a Sua voz, a terra se derrete”.
Mas voltando para o texto base em si a fim de sermos mais direto ao tema, saibamos que Deus tem endereço certo no que pensa no que fala e no que faz: Seus pensamentos, palavras, feitos, profecias, sonhos, visões, revelações e milagres alcançam Seus objetivos, a carta tinha como destinatário o pastor da igreja que estava em Filadélfia, como toda carta necessita de uma identificação pessoal sobre o seu remetente, aquela trazia consigo algumas qualificações pessoas sobre o real autor.
Meditemos um pouco em algumas referências bíblicas cujos propósitos, foram alcançados em nítida harmonia com tais qualificações.

1º SANTIDADE – Deus fez um plano que tinha como um dos propósitos o chamado de um homem para o ministério profético e diz a palavra em Isaías 6.1-10 que milagrosamente Deus mostrou sua realeza soberana para Isaías a partir de uma visão espiritual, naquela cena, o próprio Deus estava sentado em um alto e sublime trono, por sobre Ele os serafins [anjos de fogo] tinham seis asas, com duas cumpriam a missão (voar) com duas cobriam os pés como sinal de prudência e com duas cobriam o rosto como sinal de reverência para com a glória, além desses comportamentos visíveis, eles bradavam em louvor clamando uns para os outros: SANTO! SANTO! SANTO é o Senhor dos exércitos, toda terra está cheia da Sua glória! Vejamos a consonância que existe entre o caráter e os milagres de Deus, Ele não apenas diz que é SANTO, mais evidencia Sua SANTIDADE através da visão, contudo, o endereço e o alvo de Deus naquela visão, a princípio era ter um encontro pessoal com Isaías [um homem até antão pecador, convivendo no meio de um povo de impuros lábios, mas que seria um instrumento profético nas mãos de Deus para abençoar a nação], Deus queria se aproximar dele e não apenas revelar a visão, Então Ele começou apresentando a grandeza de Sua SANTIDADE, no decorrer da visão Isaías contempla outra cena [dentro de uma visão, Deus tem outra visão, dentro de uma benção, Deus tem outra benção, dentro de uma porta, Deus tem outra porta, dentro de um milagre, Deus tem outro milagre], Uns dos maiores milagres de Deus é alcançar o homem com perdão, libertação, regeneração, justificação e salvação!
No referido episódio, um dentre os serafins, recebeu uma ordem de Deus e precisou parar temporariamente um serviço especial [ADORAÇÃO], mas a adoração não parou, os outros continuaram adorando, aquele serafim estava sensível quanto ao cumprimento de outra missão um tanto especial [se aproximar do altar, tirar uma brasa de FOGO, sair do altar e voar em direção a Isaías], enquanto tem ADORAÇÃO, tem visão, tem milagre, tem sonho, tem revelação, tem palavra, tem liberdade, tem aproximação, tem FOGO, tem purificação, tem perdão, tem direção, tem chamado, tem missão. Nós somos o alvo de Deus, apesar de feito do pó da terra, o homem teve o privilégio de ser a coroa da criação, não é por acaso que Deus deseja alcançar o homem, para depois alcançar uma nação [exemplos dos profetas, sacerdotes, juízes e reis na história da humanidade, Deus tem planos para cada tipo de povos, Judeu, Igreja e Gentios, ninguém veio a este mundo para ficar do lado de fora dos projetos de Deus; Quando se aproximou, o serafim tocou com aquela brasa na boca de Isaías [Deus sabe aonde tocar, Ele toca aonde for necessário, Ele toca na mente, na audição, na visão, toca no coração, toca nos lábios], depois que o anjo tocou, houve transformação, remoção de pecado, audição sensível para ouvir a voz Deus, disposição e obediência imediata para atender o convite de Deus [Eis que isto ti tocou, a tua iniquidade foi tirada] e Isaías disse: Estou aqui, envia-me a mim! GLÓRIA AO NOSSO DEUS PARA SEMPRE!

2º VERDADE – A cultura de vida egípcia influenciou e muito a nação de Israel, mais precisamente na vida religiosa [característica marcante dos egípcios, diversidade de deuses] as fortes tendências para a idolatria tornaram-se grandes dificuldades para o exercício e aprendizado da fé monoteísta, mesmo libertos do Egito para o deserto e do deserto para Canaã, o povo caminhou por longo período com o Egito no coração, abandar as práticas de uma religião politeísta era um dos maiores desafios da nação, em vários momentos evidenciaram fortes declínios na área religiosa com adoração pluralizada.
Como exemplo o período do reinado de Acabe, um dos piores governantes da nação no que diz respeito à vida espiritual e moral, observamos uma corrupção generalizada de cima até em baixo, no reinado, no serviço sacerdotal, no ministério profético e na nação, o povo dividiu sua fé entre a VERDADE e a mentira, seus sacrifícios, suas adorações, seus louvores e seus corações a Deus e a Baal [“o deus da fertilidade que exercia domínio soberano sob os elementos da natureza”], Desta forma, o culto à Deus acabou perdendo temporariamente o seu verdadeiro caráter monoteísta, posto que a realização dos serviços sagrados e a adoração oferecida unicamente a Deus, foram literalmente corrompidos, o povo misturou o Santo com o profano, Deus já não estava sendo adorado como Único Senhor VERDADEIRO, a despeito disso, as conseqüências negativas foram inevitáveis [no culto, tornou-se inútil por não passar de práticas abomináveis, na nação, lembrando dos seus oscilantes contextos de altos e baixos, aquele foi mais um que promoveu grande desonra para a nação na condição de povo escolhido e chamado por Deus para fazer a diferença entre as demais, por estas razões e por outras ainda maiores, conforme já citadas no contexto do referido ponto, Deus interferiu na história para fazer valer a Sua verdade eterna e única, pois Isaías 42.8 diz: Eu Sou o Senhor [domínio] este é o meu nome, a minha glória [poder] não darei a outro, nem o meu louvor [adoração] as imagens de escultura.
Através do profeta Elias (um homem, mas que não estava só, posto que os remanescentes sempre serão preservados, independente das circunstâncias); Deus promoveu no monte Carmelo um grande desafio de caráter religioso e extremamente decisivo para uma iminente mudança de vida espiritual, o principal objetivo da mentira é tentar esconder a verdade, mas chegou à hora do desafio, nada houve em oculto que não houvesse de ser revelado, com apenas um elemento [FOGO que desceu do céu sobre o altar], a resposta de Deus trouxe à tona algumas VERDADES que a mentira tentou ofuscar [1º Baal não tinha poder sobre os fenômenos naturais, 2º Somente Deus é todo poderoso, 3º Somente Deus é digno e merecedor de adoração, 4º Somente Deus é Único e Verdadeiro, 5º Restauração da vida espiritual da nação para uma única e verdadeira expressão de fé monoteísta!] eis a razão pela qual o povo bradou em alto e bom som: SÓ O SENHOR É DEUS! SÓ O SENHOR É DEUS! 

3º PODER – Quanto a este último quero ser breve, visto que há inúmeras referências bíblicas que confirmam o poderio ilimitado de Deus [Sua Onipotência], inclusive na passagem que hora acabamos de citar, mas voltando ao texto de Apocalipse 3.7 quando diz: Tenho a chave de Davi, Ele abre e ninguém fecha, fecha e ninguém abre, não esqueçamos que foi Ele quem abriu o mar vermelho e depois que o povo passou, também foi Ele quem fechou o mar vermelho, em suma, ELE É AUTORIDADE ETERNA, SUPREMA E ABSOLUTA, ainda Apocalipse 1.18, última parte, E tenho as chaves: Da morte e do inferno; Mateus 28.18, É me dado todo o poder no céu e na terra, Daniel 7.14, diferente dos reinados de Davi e Salomão que apesar de esplendidos cessaram em sua existência física, o reinado do nosso Rei será eterno.

Conclusão:
Diante do exposto, acredito que foi possível entender um pouco que os objetivos de Deus para com toda criação e especialmente o homem, ocorrem em perfeita sintonia com Seu caráter, daí vemos o quanto é necessário a criatura conhecer o seu criador e corresponder positivamente com seus planos, ainda que seja um conhecer limitado, mas que seja o suficiente para que se entenda as coisas mais importantes que Ele quer oferecer para sua vida ainda em terra [o perdão, a libertação, a regeneração, a justificação e a salvação], sob a ótica do livro do pregador [Eclesiastes], a vida física tem muitas vaidades, porém um dia, tudo isso findará e no rodapé da última página de nossa existência, só uma coisa vai importar [A NOSSA VIDA COM DEUS], É evidente que devemos aproveitar a vida enquanto temos vida, caso contrário a nossa vida não será vida (conjugal, familiar, profissional, financeira), mas, contudo, entretanto e todavia: Como estou aproveitando a vida? Se comparada a um relógio cuja finalidade básica é marcar o tempo, seria interessante fazermos o mesmo com a nossa vida, "marcar o tempo" no sentido de sabermos que já é tempo de reconhecermos o tempo"; Hoje é dia aceitável, foi o Senhor quem o fez, portanto, se hoje ouvirdes a voz do Espírito Santo, não endureçais o vosso coração!  

Deus chama, mas o homem precisa vir, Deus abre a porta, mas o homem precisa entrar, Deus prepara o caminho, mas o homem precisa andar, finalizo reafirmando os atributos Divinos bem como nossa necessidade contínua de sermos impactados pela SANTIDADE, VERDADE E PODER!

A paz do Senhor.

19 Revelações de Jesus no evangelho segundo João

Texto base: Filipenses 2.9-11.


Na verdade desde o livro da criação (Gênesis) até o livro da revelação (Apocalipse), Jesus é o centro da bíblia, contudo, o evangelho segundo João enfatiza essa verdade com muitas referências espirituais, claro que a composição se deu no uso da inspiração que lhe fora conferida escrever, é bom lembrarmos que cada livro ter em si características especiais, porém completos quanto à mensagem (a centralidade de Cristo nas escrituras), nos evangelhos, por exemplo, não é por acaso que foram denominados sinóticos (com a ideia de sintonia), posto que basicamente todos escreveram acerca de Cristo (sua encarnação, seu nascimento, seu ministério, seu sofrimento, sua morte e ressurreição).

1.1 A Palavra [1]
1.9 A Luz verdadeira [2]
1.29 O Cordeiro [3]
1.41 O Messias [4]
1.49 O Filho de Deus e o Rei de Israel [06]
5.27 O Filho do homem [07]
6.35 O Pão da vida [08]
7.40 O Profeta [09]
8.12 A Luz do mundo [10]
8.58 O Eu Sou [11]
10.9 A Porta [12]
10.11 O Bom Pastor [13]
11.25 A Ressurreição e a vida [15]
14.6 O Caminho, verdade e vida [17]
15.1 A Videira verdadeira [18]
20.28 Deus [19].

Pensando nessa centralidade e revelação de Cristo, convém ainda refletirmos no texto de Colossenses 1.15-17. “O qual é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda criação; Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades, tudo foi criado por ele para ele; E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele”.

A paz do Senhor.

O caráter da oferta que agrada a Deus


Texto bíblico: I Samuel 15.22


Introdução
Ao expormos brevemente esse assunto à luz do que revela a bíblia, é necessário falarmos sobre um princípio de suma importância: “A oferta possui um caráter pré-estabelecido na palavra, totalmente coerente ao caráter do seu doador, a fim de que possa ser aceita e agradável a Deus”, não devendo haver quaisquer divergências entre ambos, se isso ocorrer nossa oferta estará comprometida, independente das qualidades em si, posto que para Deus não interessa apenas a oferta mas também o ofertante, a despeito disso convém fazermos algumas interrogações conosco mesmo (Para quem estamos ofertando? Como estamos ofertando? Quais as reais intenções da oferta? E o que estamos ofertando?) Tais interrogações introspectivas são cabíveis ao ofertante, quanto a isso a bíblia recomendá-nos: Rogo-vos pois irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é vosso culto racional (o culto pertencente a razão, oferecido de maneira responsiva quanto à compaixão de Deus) Romanos 12.1, seguindo essa linha, o salmista reconhecendo o quanto Deus o fez bem, falou a seguinte expressão: Que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito? Salmos 116.12,17, certamente ele ofereceu a Deus o culto da razão e não deixou sua interrogação vazia (ele ofertou exatamente o que lhe era possível ofertar: Louvores e adoração), vejamos alguns exemplos do caráter da oferta.      

1º Primazia: A origem da oferta (entrega, doação, presente) está fundamentada no relacionamento de Deus com o homem, quem entrega, entrega para alguém, confere e confia neste alguém que aquilo que foi ofertado estará guardado, seguro, protegido e preservado, em certo sentido, foi Ele quem primeiro ofertou para Adão e Eva o jardim com todas as espécies de seres viventes (reino animal e reino vegetal) com base neste princípio o homem encontra-se na condição de reconhecer e retribuir para Deus uma oferta que O agrade, haja vista Ele ser nosso Criador, Mantenedor, Rei, Senhor e Salvador! Seu grande amor para o homem foi ofertado e na verdade nós só O ofertamos amor porque Ele nos amou primeiro, João 3.16, I João 4.19.

2º Qualidade: Caim e Abel ofertaram para Deus Gn 4.3,4 (demonstraram que ofertar era uma primazia, embora cada um com um tipo de oferta que lhes era possível dentro de suas possibilidades (Caim agricultor e Abel pastor), as ofertas de ambos alcançaram a primeira qualidade (primazia), no entanto não bastava apenas priorizar a oferta, era preciso que elas alcançassem a segunda qualidade (melhor) para que Deus tomasse prazer em recebê-las! É aqui que enfatizamos um princípio de verdade (o caráter do ofertante necessita está em sintonia com a sua oferta, não adianta tentar separar ou desconsiderar esses dois extremos, Deus conhece, olha e se importa tanto com um como o outro, Sl 149, porém primeiro sonda o ofertante depois a oferta, ambos são inseparáveis, não tem como falar sobre oferta sem notarmos a presença do ofertante, sem lembrarmos o caráter do ofertante, sem considerarmos as intenções do ofertante, sem olharmos para as atitudes do ofertante, Deus tem um olhar profundo para ambos, Ele olhou para Caim e sua oferta (fruto da terra) para Abel e sua oferta (ovelha) para a Viúva e sua oferta (02 pequenas moedas) para Saul e sua oferta (ovelhas e vacas) convém lembrarmos que era o melhor dos animais, porém o ofertante se encontrava desprovido de qualquer obediência a Deus, haja vista não ter atentado para a palavra de Deus, para Uzias e sua oferta (incenso) serviço sagrado confiado aos sacerdotes, porém também acompanhada de desobediência (prepotência demonstrada pelo desrespeito às regras e os limites impostos, reis, profetas, sacerdotes e levitas) para os sacerdotes e as ofertas contextualizadas no livro de Malaquias (sacrifício de animais cegos, coxos e enfermos), para Davi e a oferta (sacrifício de animais), para Abraão e a oferta (seu único filho Isaque); Esse elo constante entre ofertante e oferta é tão sério que somos ensinados a deixar a oferta na frente do altar e só apresentar depois que nos reconciliamos com nosso irmão caso tenha alguma coisa que contrária à comunhão fraternal, Mateus 5.23,24.

3º Generosidade: Não basta à oferta ser entregue com primazia e qualidade, ela necessita ser ofertada com boas intenções e com atitudes que transpareçam o verdadeiro caráter da oferta que agrada a Deus, visto ser possível a oferta ter prioridade e também ter qualidade, contudo não poderá agradar a Deus se não levarmos em conta seu princípio conjunto, tanto Caim como o Rei Saul e Uzias, entregaram uma oferta para Deus, porém o que fez diferença nas razões pelas quais Deus não tomou prazer nem aceitação em nenhuma delas foi exatamente porque nos corações e nas atitudes daqueles ofertantes não existia a presença de um caráter correspondente com o princípio da oferta.

Conclusão
Esse é um assunto importante no âmbito das ofertas que entregamos para Deus hoje, a maneira como entregamos? E com quais intenções entregamos? Precisamos repensar nisso e reconhecer a necessidade de valorizarmos a prática de tal princípio da oferta, não me refiro a damos o que Deus sabe que não temos, mas me refiro a damos o que Ele sabe que temos e que nos é possível ofertar (o melhor), lembre-se desses termos, quantidade e qualidade, sua oferta pode não ter volume, mas se ela tem PRIMAZIA, QUALIDADE e GENEROSIDADE, será agradável a Deus.

A paz do Senhor.

A abundância de Deus em 04 áreas da vida do homem

Texto bíblica: João 10.10pb


Introdução
Desde o principio da criação do universo, Deus tem se revelado como Senhor de toda abundância, quando Ele criou o céu a terra e o mar, estes eram vazios, ainda não existia quaisquer espécie de ser vivo, até Deus prosseguir com o maior projeto de criação jamais visto na história, extremamente estruturado (não era a criação de uma extensão de terra pequena que talvez não tivesse habitação suficiente para tantos seres podendo causar um caos, nem mesmo era uma pequena quantidade de água que também não tivesse espaço suficiente para acomodar todos os seres aquáticos), organizado e admirável, literalmente Ele determinou vida com abundância quando verbalizou Sua palavra, em cada espaço vazio houve uma incontável e abundante habitação de seres, desde então, o mundo passava a ser habitado com vidas mais do que o suficiente, isto é, a abundância de Deus estava disponível para gerar vidas por que Ele é a vida e o autor desta, muito embora que depois da queda essa abundância ficasse comprometida a obediência do homem com relação à aliança de Deus, Isaías 24.4-6.
Vejamos abaixo alguns personagens bíblicos que viveram a abundância de Deus em determinadas áreas de suas vidas:

Quando Deus levou Abraão para fora da tenda, profetizou uma promessa de benção com uma abundância tão extensa que alcançaria pelo menos 04 áreas de sua vida: ESPIRITUAL, FÍSICA, FINANCEIRA e FAMILIAR, haveria uma grande possessão de terra e uma grande nação, mas como principio prioritário, Deus primeiro traz abundância para a VIDA ESPIRITUAL do patriarca (fé, obediência, esperança, força, certeza e justiça, Romanos 4.17-22), para relacionar a promessa no presente com a certeza de cumprimento no futuro, Deus tomou como referência visível uma pequena porção do que o olhar limitado de Abraão conseguia vê (os elementos da Sua própria criação para que seu servo acreditasse em uma promessa de benção abundante), portanto o ato de Deus falar com Abraão apresentando-lhe as estrelas, era como se Deus falasse: Eu Sou o Deus da abundância, assim como você consegue vê, mas não consegue contá-las, assim será a tua descendência, será abundante, transbordante e muito mais do que você me pediu (apenas 01 filho, Isaque para ser seu herdeiro). Gênesis 15.5.

Jó também era um homem que desfrutava a abundância de Deus em diferentes áreas de sua vida: ESPIRITUAL, FÍSICA, FINANCEIRA E FAMILIAR, aqui vale lembrar que estamos falando de um homem que provou ser possível servir a Deus em um contexto de prosperidade despido de qualquer arrogância como também de adversidade sem qualquer abandono da fé, é muito interessante a maneira como a narrativa bíblica começa sua historia, enfatizando primeiro seu caráter e sua VIDA ESPIRITUAL (sinceridade, retidão e temor a Deus), ou seja, o seu ser com Deus, só depois é que fala sobre sua VIDA FINANCEIRA, FAMILIAR E FÍSICA, para os homens daquela época, a abundância de Deus nas áreas de sua vida, em especial na VIDA FINANCEIRA, o fez maior que todos no oriente, contudo, para Deus ele era um servo cujo testemunho estava alicerçado no que ele era e não no que ele tinha, haja vista ter perdido tudo que possuía e ainda ter sido tocado no corpo com uma terrível enfermidade, Jó era muito pequeno diante da abundante e infinita criação de Deus. Jó 1.8; 38.1-37; Depois da prova logo chegou abundância de Deus para todas as áreas da sua vida, trazendo consigo restituição e duplicação, tudo lhe fora dado em dobro! Jó 42.10.  

O rei Ezequias acometido por uma enfermidade, recebeu uma promessa de Deus através do profeta Isaías contendo decreto de morte, contudo, não cessou de contar para Deus o quanto ele andou em verdade, com o coração perfeito e fez o que era certo, era como se ele estivesse dizendo para Deus: Senhor, mesmo com minhas limitações, eu procurei viver Tua abundância de vida ESPIRITUAL; Deus não errou o endereço da casa, não errou o destinatário e nem errou a mensagem, mas pela humilhação e o choro de um homem que reconhece abundância de vida espiritual, Ele está disposto a usar o profeta outra vez e fazê-lo voltar ao mesmo endereço, falar com o mesmo destinatário, porém entregar uma mensagem diferente, mensagem de abundância FÍSICA (mais 15 anos de vida) Isaías 38.1-5.

Conclusão
Poderíamos continuar citando outras referências, uma vez que o assunto é extenso, contudo quero enfatizar que o princípio prioritário da abundância de Deus está na VIDA ESPIRITUAL, Filipenses 4.19; Romanos 8.18.
Sem Cristo como Senhor e Salvador de sua vida, o homem pode ser rico, mas na verdade é podre, pode ter saúde, mas na verdade está enfermo, Deus em Cristo quer nos dá por intermédio da fé salvadora, prosperidade de vida abundante e transcendente, muito além daqui, não desmerecendo nenhuma das demais áreas, entendendo que Deus nos proporciona abundância em tais: Família – Gênesis 2.18; Salmos 128.1-6, saúde - Êxodo 15.26, riquezas - Ageu 2.9, porém em especial Ele prioriza nossa vida com Ele e isso é mais importante (Amar a Deus sobre todas as coisas), pensemos um pouco, se não fosse Ele que nos permitisse a vida, não existiríamos, logicamente não teríamos família para amar e cuidar, saúde e bens, mas voltando ao exemplo de Jó, pensemos também no oposto, o ser humano pode ter tudo, mas no momento que ele perder, logo descobrirá o quanto depende de Deus e o quanto necessita viver com Deus, daí a razão pela qual o mundo acaba para aqueles que rejeitam a construção de suas vidas na rocha, preferindo construir na areia, ambos os elementos foram criados por Deus, mas o significado aqui é que Ele é quem sabe melhor do que nós aonde devemos construir (na rocha), felizmente foi exatamente isso que ocorreu na vida do patriarca, mesmo que os ventos fortes e as tempestades batessem na sua casa, ela não foi destruída!

Em fim, não devemos deixar passar as oportunidades conferidas por Deus, se Ele quer, comunguemos com Sua bondade, acredite que Deus tem abundância de vida em Jesus e que você necessita aceitá-lo, lembre-se: O tempo é oportuno para tal e não pense em prosperidade apenas como algo terreno, posto que Deus já reservou abundantes bênçãos futuras e espirituais!


Deus nos abençoe.

14 Evidências do plano inclusivo de Deus

Apesar de Deus propor escolhas exclusivas para determinadas pessoas, Seus planos são totalmente inclusivos para a humanidade, vejamos a seguir, Sua escolha na vida de um homem e Seu propósito como um todo na vida de uma família e até mesmo de uma nação.

1º Ele escolheu Moisés (um homem) para libertação de Israel (uma nação) no Egito. Êxodo 3.10.

2º Ele escolheu José (um homem) para governar o Egito (uma nação) e conservar em vida a sua (família). Gênesis 41.40; 45.5.

3º Ele escolheu Josué (um homem) para conquista da terra prometida a (uma nação). Josué 1.2,9.

4º Ele escolheu Abraão (um homem) para ser pai de multidões (nações) na fé e obediência. Gênesis 17.5,6.

5º Ele escolheu Noé (um homem) para construir a arca e salvar (uma família). Gênesis 6.14; 7.1.

6º Ele escolheu Davi (um homem) para reinar sobre Israel (uma nação). I Samuel 16.1.

7º Ele escolheu Sansão (um homem) para lutar contra os filisteus e livrar Israel (uma nação). Juízes 13.3-5.

8º Ele escolheu Gideão (um homem) para lutar contra os midianitas e livrar Israel (uma nação). Juízes 6.14.

9º Ele escolheu o profeta Jonas (um homem) para proclamar (uma mensagem) de arrependimento iminente, afim de perdoar Nínive (uma nação). Jonas 3.2-5.  

10º Ele escolheu Neemias (um homem) para restauração dos muros da cidade de Jerusalém (uma nação). Neemias 2.20, 6.16.

11º Ele fez um milagre com 05 pães e 02 peixinhos de (um rapaz) para alimentar (uma multidão). João 6.9-12.

12º Ele escolheu João (um homem) para as revelações apocalípticas destinadas para as (07 igrejas da Ásia) e depois para os cristãos contemporâneos. Apocalipse 1.1,10,11.

13º Ele escolheu a igreja para pregar o evangelho ao mundo (humanidade, sem diferença de raças, tribos, línguas, povos e nações). Marcos 16.15; Atos 1.8.

14º Ele salvou o carcereiro (um homem) para também salvar a sua casa (uma família). Atos 16.30-34.  

Deus nos abençoe.

Perdão, uma dádiva Divina ou barganha humana?



Você sabia que o perdão era literalmente vendido pelos homens e de forma extremamente abusiva?

Leia o trecho a seguir, é parte de um documentário do que acontecia no campo religioso na época da idade média.

O sujeito se apresenta a autoridade religiosa e pede perdão por um pecado de (INVEJA) que havia cometido quando viu que o cavalo do vizinho era mais bonito do que o dele.

A autoridade diz para o sujeito o valor do perdão, depois que ele paga, inocentemente mostra o seu sapato novo que havia comprado.


De imediato a autoridade pede para que ele pague o seu 2º pecado (ORGULHO), o sujeito discorda e diz para a autoridade: Eu não tenho mais moedas, a autoridade pede então que ele confesse seu 3º pecado (MENTIRA), o sujeito fica nervoso e irritado, a autoridade insiste para que o sujeito triplique o valor da dívida em razão do seu 4º pecado (IRA).

A paz do Senhor.

Quem é mais forte?

Certo dia o sol olhou para o seu brilho e falou: Eu sou o astro mais forte do universo, tanto é que ninguém consegue contemplar minha força!

E aí apareceu a nuvem e cobriu todo o brilho do sol, essa disse: Eu sou mais forte que você, porque toda vez que apareço oculto a sua força.

De repente apareceu o vento, levou a nuvem para bem distante e disse para a nuvem: Eu sou mais forte, toda vez que apareço levo você para onde quero.

E aí apareceu a rocha e esta disse para o vento: Eu sou mais forte, sei que quando você chega costuma destruir tudo que está à sua frente, mas você nunca conseguiu me destruir!

De repente apareceu o homem, destruiu a rocha e disse: Eu sou mais forte, tanto uso minha força como também minha inteligência, consigo fazer grandes invenções, sou capaz até mesmo de destruir o mundo!

E aí apareceu a morte e disse para o homem: Eu sou mais forte que você, ninguém jamais conseguiu me vencer, sempre que apareço sou vitoriosa, já lutei contra os mais ilustres do mundo: Inteligentes, sábios, fortes, temidos, ricos, já venci até mesmo autoridades, reis, presidentes, coronéis, capitães, comandantes, tenentes, delegados, deputados, senadores, promotores, juízes, advogados, ministros, mestres, engenheiros etc. Todos perderam para mim, sou invencível! 

Mas de repente apareceu JESUS e disse: MORTE! EU SOU MAIS FORTE. Apocalipse 1.18

A paz do Senhor.

08 Significados de uma pedra


Nem sempre uma pedra significa um obstáculo, dependendo do seu contexto bíblico ela pode ser favorável ao homem, vejamos:  

01º Uma fonte de água. Números 20.8
02º Um travesseiro. Gênesis 28.11
03º Uma arma. I Samuel 17.49,50
04º Uma porta. João 11.41-44
05º Um sinal. Josué 4.6
06º Um recipiente. João 2.6,7
07º Um livro. Deuteronômio 5.22
08º Ajuda. I Samuel 7.12.

Como enxergamos um obstáculo, ou melhor, uma pedra? Pensemos nisso...  

A paz do Senhor.

Por que choramos? Qual a importância do choro para Deus?


Texto bíblico: Apocalipse 21.4


E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem choro, nem clamor, nem dor; Porque já as primeiras coisas são passadas.

Introdução
A bíblia ensina que existem tempos determinados para cada coisa debaixo do céu, tempo de nascer, morrer, plantar, colher, calar, falar, alegria, tristeza, sorrir e de CHORAR.
O choro faz parte da vida, uns choram mais, outros menos e há aqueles que não choram por dureza de coração, mais o fato é que nós sentimos necessidade de chorar todas as vezes que nossos sentimentos se encontram com as circunstâncias negativas ou positivas, logo o materializamos com lágrimas, por emoções ou pelo próprio agir de Deus, o choro é a mais nítida expressão da alma; Não esqueçamos que as mais belas declarações em palavras normalmente são acompanhadas e confirmadas com o choro, mesmo quando nos falta tais palavras, o choro traduz em lágrimas o que não conseguiríamos traduzir de outra forma, ele tem implicações direta em nossa na vida conjugal, familiar, física, emocional e espiritual, vejamos sua atuação na vida de alguns personagens bíblicos e a maneira como Deus demonstrou tamanha importância para tal.

José, apesar da bíblia não afirmar que ele chorou quando seus próprios irmãos o pegaram, tiraram a túnica e lançaram na cova, o contexto não deixa dúvida quanto ao seu primeiro momento de pranto, adiante, por promessa de Deus, José já estava no Egito como governador, porém era necessário o encontro de seus irmãos com ele, naquele instante seu íntimo moveu-se de extrema compaixão quando apresentaram seu irmão mais novo por nome Benjamim, logo saiu com pressa procurando onde chorar para não fazer isso na presença deles, até que encontrou um lugar e lá chorou abundantemente, após, foi preciso lavar o rosto para não perceberem, contudo, houve um momento em que sua alma não conseguia mais se conter quanto ao choro, mesmo pedindo aos seus servos para saírem do ambiente a fim de não presenciassem o momento de sua identidade familiar e fraterna, seu choro foi incontrolável, de tal forma que os egípcios e toda a casa de Faraó ouviram, ainda que do lado de fora; Por quais razões José tanto chorava se já estava de posse da benção? O que aquele choro tanto significava para ele? Sem dúvida ele lembrou de tudo que lhe aconteceu desde o momento do sonho que Deus lhe dera como também a última vez que se aproximou de seus irmãos no campo e o que estes fizeram com ele, apesar de tudo, ele pode confessar em lágrimas, que a separação aparentemente final, assim como todo mal que lhe sobreveio, fora o meio utilizado por Deus para cumprir o sonho, o choro de José foi a mais bela expressão do seu amor pelo seus irmãos, revê-los depois de tudo foi um momento especial, que não cabia revoltas, castigos e desprezos, apenas chorar e se congratular com eles, uma vez que as promessas de Deus estavam cumpridas! Gênesis 43.30, 45.1-5.    

Ana, uma mulher que até então, não tinha filho, pois era estéril, porém mesmo diante daquela circunstância antagônica ela não desistiu de adorar, orar e suplicar a benção de Deus para sua vida, ela não se importou em saber quem era o sacerdote que iria ministrar no templo, quem era o levita que iria louvar, se o templo estava cheio, se era culto festivo, não se preocupou com nada disso, ela tinha objetivos e precisava se esforçar para alcançá-los com humildade, sinceridade, perseverança e lamentação, Deus respondeu sua oração, quer dizer, seu CHORO, uma vez que não se ouviu palavras, seu exemplo nos ensina mais do que pedir com lágrimas, receber com lágrimas e agradecer com lágrimas. I Samuel 1.10.

Davi e os soldados CHORARAM, até que não houve mais força para chorar, os complexos sentimentais afligiram o âmago de suas almas, dores, separação, lembrança e saudade dos familiares, contudo, Deus fortaleceu Davi para lutar pela restauração. I Samuel 30.4.

Neemias quando recebeu a notícia do mensageiro dizendo que seus irmãos estavam sofrendo e que os muros de Jerusalém (proteção e segurança) estavam destruídos, ele foi sensível às perdas do próximo, orou diante de Deus com profunda intercessão, saiu da zona do conforto, dos privilégios do palácio e da companhia mais ilustre da cidade (o rei), para está ao lado dos menos favorecidos, que não tinham aparência nem reputação, mas eram seus irmãos, por causa deles e da condição caótica em que se encontrava a cidade, seu CHORO foi tão intenso que não houve como se conter diante do rei, contudo recebeu uma carta que o autorizava seguir em direção ao problema com uma possível solução, ainda que com ameaças e tentativas de frustrações adversas, o projeto não podia parar visto que era uma grande obra. Neemias 1.2-4.    

Ezequias CHOROU muitíssimo quando recebeu do homem de Deus, uma profecia de morte devido a uma enfermidade, mesmo ouvindo a voz do seu Deus, ele refletiu no peso da mensagem e não podendo chegar até o templo, fez uma oração no quarto de sua morada, virando-se para a parede, contou uma história que comoveu o coração de Deus, como resultado Deus comunicou ao profeta Isaías uma 2º e nova mensagem em decorrência de sua profunda humilhação, mensagem de vida (mais 15 anos de existência sobre a terra) os 15 anos vividos, foi literalmente um milagre de Deus. Isaías 38.1-5.

A viúva de Naim CHOROU pela morte de seu único filho, ela sentiu os mesmos sentimentos que uma mãe amando um filho pode sentir: Angústia, perda permanente, solidão e separação definitiva, quando chega o tempo de chorar, nenhum ser humano pode reverter este tempo, mas quando Jesus quer o tempo do nosso choro pode ser consolado ou modificado, seu poder não se limita ao tempo, como também não se limita as circunstancias (o menino estava morto em um esquife, à multidão já estava caminhando para o sepultamento, a mulher estava no meio de um caos sentimental de terríveis dores), porém nada impediu Jesus se aproximar da mulher e dizer: NÃO CHORES, nada impediu Jesus tocar no esquife, parar a multidão e dizer para o morto: Jovem, levanta-te!

Maria Madalena CHOROU quando chegou ao sepulcro onde colocaram o mestre, viu a pedra virada, mas não viu o corpo de Jesus, todavia, quando ela se humilhou próximo ao sepulcro, pode contemplar a presença de 03 seres sobrenaturais, na 1º revelação eram 02 seres angelicais perguntando qual o motivo para tanto choro? Na 2º revelação foi o próprio Jesus que repetiu a pergunta dos anjos, mas ela não conheceu que era ele, somente quando o seu nome foi pronunciado ela reconheceu o seu mestre e prontamente, obedeceu sua ordem. João 20.11,13,16

Os discípulos CHORARAM; Na ocasião o seu mestre estava na continuação das últimas instruções, era como se Jesus estivesse preparando eles para um dos momentos mais tristes e agonizantes em um relacionamento de constantes lições e aprendizados (separação, ainda que temporária), visto que voltaria para o céu mas um dia retornaria outra vez para buscá-los afim de que estivessem juntos para sempre João 16.20,22, Porém mesmo com tantas promessas de consolação futura, os discípulos eram seres humanos, nesta ótica, suas mentes e corações entraram em um profundo complexo sentimental, convém alguns possíveis pensamentos existentes entre eles mas que não estão nas escrituras (por que Ele nos chamou sabendo que iria nos abandonar? Depois de tanto tempo juntos Ele diz que vai embora? O que será de nós? Como vamos continuar a missão sem Ele?), Jesus sondava a tristeza em seus corações assim como conhecia tudo que pensavam, interessante é que eles já eram testemunhas oculares do evangelho uma vez que presenciaram os feitos de Jesus, contudo faltava-lhes a Divina presença do outro consolador (o Espírito Santo) que habitaria neles dando-lhes o fruto e estaria com eles dia após dia, se não bastasse lhes daria virtude e ousadia espiritual dando-lhes os dons afim de que a pregação do evangelho de Cristo chegasse até os confins da terra e provasse que a cruz de Cristo não era sinal de fracasso (escândalo para os judeus e loucura para os gregos) mas o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. Romanos 1.16.     

Em especial Pedro CHOROU amargamente quando no uso de sua natureza humana, negou à Jesus pela terceira vez afim de poupar sua vida, mas se consideramos a ousadia de um discípulo ainda em fase de desenvolvimento, não devemos ignorar sua atitude, posto que nossa verdadeira ousadia é nos confiada pelo Espírito Santo, basta lembramos do mesmo Pedro já arrependido e perdoado pelo seu mestre nos momentos pós pentecostes. Mateus 26.34,35,75, Atos 2.14-36.

10º Jesus CHOROU, porém não por está sujeito, mas quando chegou na casa de Lázaro sabendo que este era seu amigo e que já estava morto, logo materializou seu estado sentimental com lágrimas, era seu lado Deus-homem, mas em seguida Ele revela Seu outro lado imaterial a fim de naquele instante enaltecer a glória do Pai, quando disse para seu amigo: Lázaro! Sai para fora. João 11.35,43.


11º Em especial João CHOROU muito quando por ocasião da visão apocalíptica, olhou para todos os lados e não viu ninguém capaz de abrir o livro e desatar os sete selos, ele estava angustiado, triste, desanimado e sem esperança, foi quando então o tempo do choro foi reprimido por uma voz que no subtendido continha pelo menos 05 pronunciados que merecem destaque: proibição, indicação, título de nomeação, vitória, propósito duplicado e completo, um ancião lhe disse: João NÃO CHORE, Eis aqui, o leão da tribo de Judá, que venceu para abrir o livro e desatar os sete selos. Apocalipse 5.4,5

12º A mulher pecadora mas profundamente arrependida, também CHOROU quando entrou na casa de Simão e começou a adorar Jesus, mesmo calada se ajoelhou e banhou os seus pés, mas não com água e sim com suas próprias lágrimas, em seguida enxugou com os seus cabelos, ela não pensou na sua estética nem na sua beleza, se não bastasse ungiu os pés do mestre com um caríssimo perfume, a verdadeira adoração nos desprende de tudo que somos e de tudo que temos, ela não se importou com os olhares e os pensamentos reprováveis a cerca de sua vida vergonhosa, por Simão, um fariseu formal e insensível quanto a necessidade de humildade e arrependimento, que se quer cumpriu os requisitos básicos de uma recepção ao convidado, em contra partida, Jesus o ensinou a partir do exemplo daquela mulher. Lucas 7.36-50.

Conclusão
A sensibilidade humana quando ao choro é uma realidade, a exemplo desses personagens, nenhum deles exceto Jesus, conseguiram poupar suas lágrimas diante das circunstâncias adversas, mas é bom sabermos que o choro tem recompensa de bençãos que vai além das nossas limitações terrenas, mesmo que prevaleça por toda a noite, a alegria virá pelo amanhecer.
A bíblia diz: A um coração quebrantado e contrito, não desprezarás ó Deus. Salmos 51.17. 
O choro não é um fim em si mesmo mas o começo de novas experiências com Deus, na verdade, o que Ele faz conosco através do choro talvez não faria de outra forma, não que seja limitado no agir, mas pelo fato de ter prazer em contemplar e encher um coração extremamente vazio de seu próprio eu quando este encontra-se arrependido.

Bem aventurado os que CHORAM, porque eles serão CONSOLADOS!  Mateus 5.4.

A paz do Senhor!         

08 Pontos que marcaram a vida de um rei e a restauração de sua nação


Texto base: I Sm 30.6p5
Introdução
Nem toda perda pode ser a causa da vontade de Deus (existem pelo menos 03 tipos de comportamentos humanos diante desta, o 1º diz: "Foi vontade de Deus para mim, por isso devo aceitar, não adianta tomar atitude para lutar, tenho que me conformar com esta perda". O 2º diz: "Deus, porque isso aconteceu comigo? Porque permitisse essa perda? Não nos conformamos com a perda, porém não tomamos atitude alguma, e o pior, além de ficarmos inertes, murmuramos contra Deus ou contra a liderança representativa que nos momentos das adversidades passa a ser vista como alvo de dúvidas, questionamentos, reclamações e rejeições, tudo isso leva-nos a obter como resultado, a vontade de Deus foi à razão de toda perda; porém vale lembrar que mesmo quando incorremos nesses comportamentos equívocados, Deus por bondade e compaixão nos oferece sua misericórdia como oportunidade de arrependimento para podermos reavaliar os conceitos concebidos nos momentos das perdas, a fim de que mudemos nossas intenções e atitudes, e estas por sua vez, glorifiquem à Deus, afinal, somente Ele é quem nos garante total cobertura e capacidade para lutar intensamente até que tudo que foi perdido seja restaurado; O 3° comportamento diferente dos demais, diz: "Deus, eu sei que não tenho mais forças para conviver com essas perdas, meus limites chegaram ao fim, me sinto vazio, me ajude, me socorra, foi exatamente nesse contexto que o rei Davi buscou O RECURSO de Deus.
1° ESFORÇO EM DEUS: I Samuel 30.1-6 Davi e seus homens perderam para os amalequitas, além das mulheres e as crianças; Os animais, os suprimentos e as moradias pelo fato da cidade Ziclague (local de refúgio contra Saul) ter sido saqueada e queimada a fogo. Isso provocou um esvaziamento coletivo de tal forma, que não houve mais forças para continuarem chorando por tudo que foi perdido! Quando o inimigo não ataca com ousadia, como Golias com ameaças para causar medo em Israel e como Jezabel com ameaças de morte para o profeta Elias, ele atua com covardia (os amalequitas aproveitaram o momento em que Davi e seus soldados estavam ausentes e atacaram as famílias totalmente indefesas), ele foi sutil com Adão e Eva no momento da tentação, foi sutil com José usando a mulher de Potifar, foi sutil com Sansão usando Dalila, ele sempre vem com pelo menos três formas de ataques: com ameaças como um leão, com covardia e com sutileza.
A vitória que Deus proporcionou a Davi na luta contra Golias, fez dele um homem reconhecido e admirado pelo povo, uma vez que o cenário em Israel fora tomado pelo pânico e medo causado por tal atormentador, mas foi nesse momento que o jovem Davi se disponibilizou para lutar com bravura e coragem; porém em um cenário de perdas, foi difícil para o povo tentar estimular a bravura e a coragem que Deus dera a Davi, ele foi rejeitado pelos seus próprios liderados e ameaçado de apedrejamento, insatisfeitos com as perdas familiares, atribuíram a culpa ao líder Davi quando este precisava de um amigo, uma palavra de ânimo, de esperança, de coragem e força,Davi não encontrou em ninguém, contudo, buscou força em Deus e essa força, resultou em atitudes indispensáveis para a luta e a restauração das famílias, inclusive de tudo que foi saqueado pelos inimigos (Davi teve em vista, as famílias como principal razão para reconquista, ao invés dos suprimentos, porém a restauração sempre alcança tamanhas proporções de abundância).
2º PROPÓSITO: A força de Deus desencadeou as portas para atitudes que contribuíram para a reconquista de Davi e seus liderados, o investimento de Deus supera nossas limitações, Ele disponibilizou exatamente o que era necessário, assim como fez com o profeta Elias quando este estava em profundo desânimo na caverna, com apenas pão e água, o profeta caminhou mais 40 dias na terra e com Sansão dando-lhe apenas a força do Espírito Santo, este realizou grandes façanhas.
3º PREPARAÇÃO: Davi pediu o éfode ou o colete ao sacerdote, essa atidute era um pré-requisito indispensável para as guerras.
4º CONFIRMAÇÃO DE DEUS: Na presença de Deus, Davi pediu permissão para seguir os amalequitas e lutar pela restauração das famílias, existem vários motivos para entramos na presença de Deus, este foi um.
5º PERSEVERANÇA: Já no percurso do caminho, de posse da força, com propósito, com preparação e confirmação de Deus, logo os obstáculos continuavam presente, dos 600 soldados que saíram à batalha, 200 ficaram detidos pelo cansaço físico, não conseguiram continuar a viagem, porém mesmo com mais uma perda temporária, Davi avança em direção ao alvo, quanto mais objetivo para lutar, mais dificuldades para enfrentar, ainda assim, a luta durou mais de um dia, foram momentos difíceis, mas que valeriam à pena lutar, quantos dias fazem que você esta lutando? Mas toda luta por mais intensa que seja, tem começo meio e fim, com a ajuda de Deus, Davi conseguiu chegar ao último estágio de uma luta ferrenha, mas pôde senti-se realizado, com a consciência de uma missão cumprida e um objetivo alcançado.
6º COMPROMISSO: Davi fez um acordo com o egípsio que expõe a vida deste com risco até mesmo de morte; Por certo tempo sua atividade foi modificada, de escravo para guia; Não foram os matemáticos que criaram as operações de cálculos, Deus já trabalhava muito antes com a divisão, multiplicação, soma e subtração, Ele dividiu o mar vermelho em duas partes, dividiu as tribos de Israel em 12, multiplicou os 05 pães e 02 peixes, multiplicou as forças de Israel aumentou o azeite da viúva, aumentou 15 anos de vida para o rei Ezequias e subtraiu um egípsio na quantidade de escravos dos amalequitas e somou na quantidade do exército de Davi, a matemática de Deus é impressionante! Davi perdeu 200 soldados temporariamente, porém ganhou uma soma de Deus, apenas 01 homem desprezado para morrer, sem aparência, doente, com fome, não fazia parte do exército de Israel, mas quando Deus quer até quem está do lado contrário, tem que contribuir, não devemos desprezar nossos inimigos humano, se ele tiver fome devemos alimentar, se tiver sede devemos dar-lhe água, afinal, lembremos das atitudes de Davi para com Saul e ainda o salmos 23.5 “Preparas uma mesa perante mim, na presença de meus inimigos”. Qual seria a razão para Davi pedir a Deus a presença de seus inimigos? Não seria melhor pedir a presença dos seus familiares e amigos? Por quais razões nós faríamos isso hoje? Para expressar sincera gratidão e glorificar a Deus? Ou simplesmente para humilhar e envergonhar nosso inímigo, ou melhor, nosso próximo, posto que nosso verdadeiro inímigo é invisível porém real? Em plena sociedade pós-moderna onde as conquistas e os prazeres meramente individualistas tem se propagado, pensemos nisso.         
7° RECONHECIMENTO: Davi não poderia deixar de atribuir à vitória a quem lhe proporcionou a vitória, dando-lhe capacidade, cobertura e condições o suficiente para tal restauração.
8º JUSTIÇA Alguns homens que pertenciam ao exército de Davi, foram maus e profundamente egoístas, depois que restauraram a benção, queriam ficar com todo despojo e devolver apenas as famílias para os 200 soldados que ficaram, porém Davi prevaleceu com a postura de um verdadeiro líder que por ser justo, agiu com justiça, além de devolver as famílias, também devolveu os suprimentos, repartiu a benção; Eles não tinham motivos para relutarem com o rei e serem injustos com os seus próprios irmãos de guerra, foram mesquinhos, só pensaram em suas próprias famílias, em suas próprias vidas sem qualquer preocupação e compromisso com a vida do próximo.
Nem sempre parar e ficar significa desistir, assim como não lutar não significa deixar de ser o que é, se os 200 soldados não poderão continuar com eles, lutar com eles, vencer com eles e voltar com eles, no mínimo acreditaram que a batalha seria vitoriosa, uma vez sabendo que estavam sob a promessa de Deus (restauração coletiva e não facciosa). 

Conclusão

Davi não era um super homem, mesmo Deus presente e ajudando ele vencer desafios marcantes, com experiências para além de pastor ser também um soldado preparado, corajoso e habilidoso e sobretudo ungido rei de Israel, Deus não o isentou de vivenciar um momento de profundo sentimento de lamentação e esvaziamento exaustivo por uma perda inesperada em conseqüência da atuação terrível dos inimigos quando agiram com covardia, mas nem tudo estava perdido, para a necessidade de Davi e seus homens, Deus tinha recurso certo capaz de levantá-los do chão e fazê-los voltar ao campo de batalha, com a FORÇA e a palavra de Deus, direcionada a Davi e compartilhadas com seus liderados, palavras de CORAGEM, de ÂNIMO, de PERSEVERANÇA e por fim, uma palavra de caráter profético (GARANTIA de RESTAURAÇÃO TOTAL), para cada guerra, Deus tem um arsenal de recursos.

Paz do Senhor.

Uma exposição concernente a doutrina do pecado


Texto bíblico: João 2.1


Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis, e se alguém pecar, temos um advogado para com o pai, Jesus Cristo, o Justo.

Leiamos a frase de um teólogo: ”Não posso evitar que um pássaro pouse em minha cabeça, mas posso evitar que este faça um ninho nela”.

O que é pecado? Quais os seus estímulos? Quais as práticas que o caracteriza? Quais as conseqüências? Quem é o seu alvo? Por meio de quais elementos Deus prova a seriedade de tal assunto? Tentarei responder cada uma dessas questões dentro de uma visão bíblica, com o objetivo de mostrar a relevância e a seriedade do pecado para a vida da sociedade pós-moderna, cujos movimentos filosóficos como o relativismo (não existe uma única verdade, tudo é relativo) e a liberalidade (não há proibição, tudo é permitido desde que você sinta prazer e satisfação), esses conceitos se propagam a cada dia, contribuindo lamentavelmente para a falta de temor e vergonha de pecar contra o seu criador.

Comparando tais movimentos a semelhança de uma corrente, vejamos como funciona a ligação desses elos: Não existindo uma única verdade, tudo é permitido. Infelizmente essa é a realidade do homem que busca deliberadamente, se distanciar de Deus e se aproximar do pecado, a narrativa bíblica a partir do Gênesis nos mostra o declínio moral e espiritual do homem que apesar de caído, sua audição e sua mente continuavam sensíveis para o seu criador, quando ouviram Sua voz, sentiram medo, se esconderam por entre as árvores do jardim, tentaram cobrir-se com as folhas de figueira até que não houve como continuar em silêncio face à pergunta do seu criador.

O desejo de olhar (concupiscências dos olhos), o desejo de fazer (concupiscências da carne) e o desejo de ter (soberba da vida), foi o princípio que pouco a pouco foi destruindo a sensibilidade humana quanto ao pecado; O agente final da tragédia não foi o adversário, mas o sucumbir à tentação forjada e estimulada por este, contudo, vale lembrar que ele só foi capaz de agir nas influências e não no ato.

Considerando a queda e os efeitos desta, a natureza humana representada por Adão e Eva, fez de seus descendentes um ser semelhante a um vaso quebrado, mas que cujos cacos o oleiro sabia o que fazer, para o inimigo o homem estava perdido, mas para Deus o homem seria restaurado, como prova da Sua justiça, santidade, amor, misericórdia, longanimidade e fidelidade (na primeira ação Ele criou e deu vida terrena a partir de Adão, na segunda ação Ele restaurou e deu vida eterna a partir de Cristo, I Coríntios 15.47-50), o homem teve o privilégio de receber em seu interior, a natureza espiritual, misteriosa, perfeita, invencível e eterna, para que a excelência do poder seja de Deus, II Coríntios 4.7, a teologia denomina esse milagre de “regeneração” (o nascimento espiritual, para uma vida espiritual, com qualidades espirituais, pensamentos espirituais, palavras espirituais e práticas espirituais, II Coríntios 5.17, um paradoxo à natureza Adâmica), o homem estava caído, condenado e morto, mas foi levantado, justificado e vivificado pela natureza de Cristo, Romanos 5.12-18.

A natureza humana após a queda tornou-se imperfeita, fraca, vulnerável, perecível e limitada, Mas em Cristo temos esperança de alcançar um futuro promissor baseado em Suas promessas, apesar de nossas múltiplas imperfeições, lá chegaremos à estatura de varão perfeito! Efésios 4.13, I Coríntios 15.53.

Enquanto seguimos esperançosos, farei um breve comentário dos termos abaixo, distribuídos nos dez pontos a seguir, a fim de percebermos suas relações decisivas quanto à seriedade do assunto em questão: Pecado, estímulos, tipos, práticas, leis, proibições, punições, conseqüências, adversário, graça, arrependimento, confissões, perdão, reconciliação, santificação, purificação, justificação e salvação. 

Pecado: É uma (contradição, depravação, maldição, transgressão, violação e ofensa) contra Deus e a Sua lei moral, considerando a perfeição de Sua natureza que não comunga e nem faz indiferença para o pecado; Deus o julga por pelo menos 08 razões: 1º Exaltação do Seu poder, 2º Santidade, 3º Justiça, 4º Amor, 5º Cumprir Sua palavra; 6º Por o pecado ser mau, 7º ameaçador e 8º destruidor.

Estímulo: O estímulo do pecado é a tentação, basta lembrar que antes de nossos pais praticarem o ato proibido, eles primeiro foram tentados, infelizmente esse estimulante tem atuado com ímpeto devastador, a cada dia o homem continua sendo atraído e caído no pecado, os relatos bíblicos ensinam que o pecado e a tentação foram imputados na própria natureza humana, Romanos 7.14-25. I Coríntios 10.13.   

Prática: a mulher de Potifar deveria manter um compromisso de fidelidade com seu esposo, mas ao fixar seu olhar na formosura do jovem José, a natureza humana logo foi despertada pelos desejos desenfreados dos olhos e da carne, ela seguiu exatamente a mesma atuação categórica ocorrida no jardim e que resultou na queda humana (olhou, desejou, tentou possuir), mas felizmente não conseguiu, apesar de que, quem estava próximo era um jovem escravo que também estava sujeito aos mesmos desejos, por ser servo de Deus preferiu correr e se afastar do pecado que tão de perto o rodeava, do que comungar e corresponder à mesma tentação que atuava nela; É interessante notarmos ainda que do ponto de vista da mulher, o cenário era conveniente para o pecado, o esposo não estava em casa para atrapalhar o momento a sós, tinha uma cama para se deitarem e José era um jovem que apesar de escravo, era bonito e formoso.
Se tal tentativa fosse praticada, pelo menos cinco pecados viriam à tona (infidelidade, cobiça, prostituição, adultério e ofensa contra Deus e Sua palavra), estes se relacionam aos tipos, logo vistos adiante; Apesar de José não ter caído e ter mantido sua integridade moral e espiritual, a mulher que era réu continuou pecando deliberadamente quando se passou por vitima e pelo menos mais dois tipos de pecados foram revelados (ódio e calúnia) contra José. 

Todavia, vejamos algumas razões pelas quais, José não cedeu: 1º Fidelidade a Deus e as Suas promessas e 2º Fidelidade a confiança do seu amo e respeito a sua ama (se esta como esposa não conseguiu ser fiel, José como servo o foi).  
Porém nem sempre os servos de Deus tiveram êxodo frente ao pecado, por exemplo, Davi não conseguiu resistir à tentação que a principio começou com a atitude de um olhar que logo culminou para a prática; Diante do ameaçador e destrutivo Golias, Davi demonstrou coragem e habilidade no combate, porém diante do pecado, se quer houve combate, uma vez que este o rendeu começando pela visão, o pecado não respeitou sua coragem, habilidade e autoridade monarca, assim como não respeitou a força de Sansão nem sabedoria de seu filho Salomão.     

Davi, apesar de ter sido escolhido, ungido para o reinado, servo de Deus e um homem segundo o coração de Deus, em uma tarde se levantou da cama para passear no terraço do palácio, enquanto isso viu uma cena que logo despertou o primeiro pecado, em seguida a prática de outros (cobiça adultério, falsidade e homicídio); Ele não era um super crente, um super homem, um super santo, ele era um homem, cuja natureza imperfeita o fez cair à semelhança dos demais, II Samuel 11.1-25.
Há outro relato de Davi cometendo mais um pecado (orgulho), quando exigiu o senso sem autorização de Deus e logo sobreveio punição perante a nação da qual era responsável, II Samuel 24.1-25, mas é bom sabermos que Davi não permaneceu caído e que o mal também não permaneceu em sua vida, salmos 37.23,24, quanto ao último pecado, podemos citar ainda, o caso do rei Uzias (começou bem, mas infelizmente não terminou bem, movido pela arrogância cega, pensou que devia assumir o ofício sacerdotal, entrar no templo e oferecer um serviço sagrado ao Senhor, logo foi instruído a sair do templo, mas por insistir no erro Deus o puniu com uma enfermidade no membro mais elevado do corpo e este morreu leproso; Naamã, Deus teve vontade de curar a enfermidade e perdoar um pecado semelhante a esta (orgulho); Nabucodonosor (rei da Babilônia, este apenas falou consigo mesmo, porém suas palavras foram um tanto prepotente, logo veio à punição de Deus, o rei perdeu os privilégios de viver no palácio e foi para o campo, viver como os animais, até reconhecer a soberania de Deus sobre seu reinado).    

Tipo: a bíblia descreve uma lista extensa, uma vez que tal assunto é um fator que compromete literalmente a comunhão e o destino do homem com ou sem Deus, Gálatas 5.19-21, apocalipse 21.8, podemos citar apenas alguns com uma breve definição e os respectivos personagens que praticaram tais pecados, vejamos:
Idolatria (adoração e devoção prestada a um suposto deus ou até mesmo ao homem, ex: as nações contemporâneas a Israel e infelizmente até o próprio Israel, devido à influência dos egípcios na época da escravidão).

Profanação (Falta de respeito e consideração com as coisas sagradas, ex: o rei Belsazar e infelizmente o rei Úzias, os sacerdotes filhos de Eli e outros contemporâneos aos profetas Elias, Malaquias e Jeremias, no novo testamento, os negociantes também caracterizaram esse tipo de pecado dentro do templo, mas logo foram repreendidos pelo Senhor).

Murmuração (reclamação contra Deus, normalmente por algum problema de ordem meramente material, como se a vida existisse apenas no âmbito terreno e secular, é difícil alguém reclamar com Deus por falta de fé, de perseverança, de esperança, de confiança, de coragem, de força, de alegria e de paz).   

Avareza (o amor devido unicamente a Deus é oferecido ao dinheiro, ex: Acã, Jeazi, o jovem rico, o homem louco, Ananias e Safira).
Inveja (é o desejo de possui o que o outro possui e ser o que o outro é ex: Saul, Corá, Abirão e Datã,   

Homicídio (é o ato de tirar a vida alheia, aparece logo após a queda no jardim como o primeiro de tantos outros que surgiriam no decorrer da história humana, o instinto violento e assassino estava arraigado na natureza de Caim, uma vez que este se levantou contra o seu próprio irmão Abel e o matou) Gênesis 4.8, acerca de tal pecado, a história bíblica nos ensina que seu poder de atuação foi tão extensivo que alcançou toda a nação de Nínive, apenas uma mensagem profética de amor e justiça proveniente de Deus poderia levar tal nação a uma urgente mudança de atitude, Jonas 1.1-2.     

Mentira (bastante praticada, a partir desta outros pecados são encobertos, não costuma atuar sozinha, uma vez que o pecado é um erro que o homem tende a praticá-lo em oculto, a mentira “garante” uma espécie de esconderijo, porém diz a bíblia que nada há em oculto, que não seja revelado, nenhum homem no uso de tal pecado conseguiu se esconder ou fingir, uma vez que a verdade sempre o alcançará mais cedo ou mais tarde, nessa vida ou na outra, não existe alternativa se não, se render a verdade, ex: Jeazi, Saul, Amon, Jacó, Ananias e Safira), Salmos 139 e Provérbios 28.13. 

Lesbianismo (é a prática sexual entre pessoas do sexo feminino, basta consideramos o princípio da união instituída por Deus, como heterogênica (macho e fêmea), ou seja, um homem e uma mulher).    

Homossexualismo (é a prática sexual entre pessoas do sexo masculino, conforme comentado no lesbianismo, Levitico 20.13).   

Desobediência (aqui chegamos ao tipo de pecado mais abrangente, uma vez que está presente em todos os pecados cometidos e mais ainda, quando não se faz o que Deus ordena).   

Lei, proibição e punição: Os dez mandamentos revelam a seriedade de Deus (para cada pecado, uma proibição) o pecado foi à razão pela qual Deus instituiu a lei moral, a princípio escrita em tábuas de pedra, quebradas por Moisés em razão dos pecados de Israel diante do bezerro de ouro, repare a atuação do pecado, em Moisés a ira, no povo a rebelião e a idolatria, contudo Deus reescreveu para Israel, mas Seu objetivo era escrevê-las no coração do homem a fim de este guardasse a lei para não pecar contra Ele, Salmos 119.105, Provérbios 4.21-23, Jeremias 31.33, Ezequiel 11.19, 36.26-27, Lucas 8.15, Mateus 5.27,28, II Coríntios 3.3, Hebreus 8.10.

Quando o homem pecava, se fazia transgressor da lei, sua culpa era inegável, só o legislador poderia poupá-lo temporariamente com base em Sua lei sacrifical, a fim de conduzir o culpado até a nova aliança (a graça), Gálatas 3.19,24, com a chegada do cordeiro de Deus que de uma vez por todas tiraria o pecado do mundo, João 1.29, purificaria o homem e deixaria franca à entrada até a presença de Deus. 

A rejeição desse único meio de salvação, Atos 4.12, terá implicações irreversíveis face à vida pós-morte, Efésios 5.5, diante do maior julgamento já existente em toda história da humanidade (o juízo final), o juiz julgará e punirá cada indivíduo, segundo as suas obras, cada pensamento, cada palavra, cada prática, nada e nem ninguém poderá escapar ou apelar para a tão grande salvação, Apocalipse 6.17, 20.11-15, uma vez que esta foi outorgada para aceitação ainda em vida terrena, Hebreus 9.27; Poderíamos citar vários exemplos bíblicos para continuar falando sobre tal assunto, foi assim com os personagens acima citados, com Adão e Eva, com nosso adversário, no dilúvio, com as nações Sodoma e Gomorra e até mesmo com Israel, Naum 1.3.

Após o pecado, logo as conseqüências vem à tona, vejamos algumas:
Medo, Gênesis 3.8,10, Josué 7.21, tristeza, Salmos 51.1, escravidão, João 8.34,36, condenação Romanos 8.1,34 morte física Gênesis 3.19, Josué 7.25, Atos 5.5,10, Daniel 5.27,30, Romanos 6.23, morte espiritual Efésios 2.1, e morte eterna, Apocalipse 20.6,14,15.

Adversário: Quando pecamos ficamos vulneráveis e sujeitos a toda espécie de ataques adversos à nossa vida, aqui é bom não esquecermos que o adversário é um ser extremamente oportunista e feroz, certamente se aproveitará nesses momentos para se aproximar e tentar nos destruir, apesar de não ser um leão, vive de modo semelhante, buscando a quem possa matar, repare que tanto o pecado quanto o adversário possui propósitos idênticos (a morte do pecador e a separação eterna do seu Criador), Efésios 4.30, I Pedro 5.8, vigiemos! O mandamento é não pecar, todavia, se durante nossa jornada rumo a Canaã celestial, falharmos, tropeçando, caindo e se ferindo, tão logo apelemos para o pronto socorro de Deus, antes que o sol se ponha e venha o anoitecer!

Graça: Um dom imerecido que Deus outorga para o homem ainda na condição de pecador, Romanos 5.8, aqui nos valermos do sacrifício vicário de Jesus, suficiente, perfeito e eterno, por meio do qual Cristo tomou sobre si os nossos pecados (jamais merecíamos tal representante) e por estes Ele foi preso, julgado, como inocente foi considerado culpado, condenado, coroado, esbofeteado, cuspido, crucificado, morto, contudo ressuscitado, Isaías 53.4-12; A justiça de Deus foi completamente, perfeitamente e eternamente satisfeita, Romanos 5.20, 6.1,2.

Deus cumpriu o Seu plano prometido desde a queda de nossos pais, Gênesis 3.19, com justiça e amor, a fim de que o homem o aceite com lágrimas, arrependimento, confissão para perdão dos pecados e reconciliação com Deus, Salmos 51, Provérbios 28.13, I João 1.8,9, mesmo que o pecado endureça o coração e haja incredulidade, o Espírito Santo em harmonia misteriosa com a palavra está disposto a ajudar, com dinamismo e interatividade espiritual, no pregador, com unção, autoridade e inspiração, no homem pecador, com convenção, quebrantamento, arrependimento, regeneração e santificação João 16.8,9, Hebreus 4.7, Efésios 4.18, uma vez que o pecado do homem também o entristece, A trindade Divina está disposta a restaurar o homem do seu vergonhoso, desprezível e lamentável estado pecador, até o céu está preparado celebrar uma festa ainda que por apenas um pecador arrependido, Lucas 15.7, uma vez que o preço pago pela liberdade deste foi o sangue de Jesus que o purifica de todo pecado, I João 1.7, I Coríntios 6.19,20, I Pedro 1.18,19.

10º Justificação e salvação: Após várias citações bíblicas concernentes ao assunto em questão, nesse último ponto faremos uma releitura do texto base para enfatizar a presença de dois termos essenciais quanto à seriedade do pecado, 1º Escrituras: Entre seus objetivos, três deles é: Atuar no interior do homem, a fim de guardá-lo do pecado que ofende a Deus, purificá-lo e santificá-lo, Salmos 119.9,11, João 17.17, 2º Advogado: esse termo nos possibilita uma compreensão mais séria quanto à doutrina da justificação, uma vez que abre o leque semântico para pensamos nos outros termos de caráter judicial: (causa, tribunal, audiência, réu, vitima, testemunhas, autoridade, juiz, lei, justiça, julgamento, condenação, penalidade, justificação, liberdade) com referência ao Juiz, Apocalipse 19.11.

Você já parou para pensar nisso? Do ponto de vista divino, o quanto nossos pecados foram agravantes? somente a autoridade divina, no uso de sua justiça e santidade impecável, poderia libertar o réu de tal aprisionamento espiritual, e declarar: TETÉ LESTAI! Palavra de origem grega que quer dizer: ESTÁ CONSUMADO, João 19.30. Segundo a história esse termo era pronunciado toda vez que uma tarefa era concluída; Em relação ao homem, Jesus estava afirmando: Está livre, está liberto! João 8.32.

Antes de salvar, Deus nos justifica, mas até sermos justificados, saibamos que houve um julgamento de ordem espiritual, e que o culpado era o homem, essa verdade não pode está ausente de nossas vidas, nem tão pouco deve ser calada, tirada ou substituída dos altares, antes de receber a tão grande salvação, Hebreus 2.3, o homem necessita ouvir essa tão grande verdade, a partir da exposição bíblica, a fim de que haja na consciência e no coração, sensibilidade que provoque sentimentos de culpa por ter ofendido a Deus e o merecimento de condenação com penas de sofrimento e morte eterna, Romanos 3.23.

Basta lê Mateus 4.17, para conhecer o caráter espiritual da mensagem evangelística pregada a principio por João Batista, por Jesus, pela igreja primitiva e pelos mártires que na história do cristianismo continuaram defendendo e amando a genuína mensagem da cruz, mesmo em perigos, ameaças, perseguições, prisões, torturas, leões, fogueiras em chamas, nada podia calar os testemunhos vividos e as vozes ouvidas, a chama do Espírito os impulsionava a viver como Cristo, por Cristo e para Cristo, certamente eles entendiam a seriedade e a gravidade do pecado com respeito à vida espiritual, Atos 3.19.

Os escribas e fariseus trouxeram até Jesus, uma mulher apanhada em pecado (adultério) com o intuito de tentarem conseguir respaldo o suficiente para acusarem Jesus e confrontá-lo indiretamente pela lei, na ocasião havia testemunhas, o que segundo a lei, bastava para a morte por apedrejamento, do ponto de vista daquela mulher, certamente não havia saída uma vez que a lei a julgava e condenava, mas do ponto de vista do advogado que também é Juiz e que portanto conhecia suas leis, com apenas uma declaração para as testemunhas, ninguém ousou atirar pedra contra a vítima, apesar de falarem com base na lei, suas acusações não surtiram efeito algum contra a mulher, não que a lei houvesse falhado em sua seriedade quanto ao pecado, aparentemente individual, mas em razão do seu uso mal intencionado, foi necessário uma aplicação coletiva, uma vez que a lei os dominava em suas próprias práticas e consciências pecaminosas, no âmbito individual ou coletivo, ainda que oculta entre os homens. Romanos 3.23.

Convém considerarmos que em uma audiência, somente o juiz possui autoridade suprema para dá a última palavra, e a palavra foi: “Eu não ti condeno, vai em paz e não peque mais!”, João 8.1-10, Romanos 8.1,2.

Que Deus nos abençoe com Sua graça abundante!

Culto de ações e graças natalício

Ivan Carlos e esposa Rivoneide. Celebração do 1º culto de ações e graças natalício, por mais uma data de aniversário do 1° dirigente da cong...